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Presidente do Palácio de Versalhes é o novo diretor do Museu do Louvre
O presidente francês, Emmanuel Macron, nomeou Christophe Leribault, atual responsável do Palácio de Versalhes, como diretor do Museu do Louvre, em Paris, informou esta quarta-feira o porta-voz do Governo francês.
Presidente do Palácio de Versalhes desde março de 2024, o historiador de arte de 62 anos será oficialmente nomeado presidente do Louvre na reunião do Conselho de Ministros desta quarta-feira, informou uma fonte governamental à AFP.
Leribault sucede a Laurence des Cars, que apresentou a demissão na terça-feira. O Eliseu aceitou a demissão, considerando que o pedido foi um "ato de responsabilidade", numa altura em que as falhas de segurança no principal museu de França - que resultaram no assalto em novembro e a exposição de uma fotografia de André Mountbatten-Windsor nos últimos dias - têm colocado em causa a credibilidade da instituição.
Perante este contexto, a missão de Christophe Leribault será "garantir" e "modernizar" o museu, indicou a fonte à agência francesa.
Laurence des Cars era presidente do Louvre desde 2021. Nos últimos anos, as falhas de segurança colocaram o museu no centro do debate público em França, tendo provocado greves dos funcionários da instituição em dezembro e janeiro.
A questão foi objeto de debates no parlamento francês, com Laurence des Cars a ser chamada várias vezes a prestar declarações perante os deputados sobre as condições de segurança do museu.
"Manter o rumo não chega. É preciso também ser capaz de avançar. E as condições para avançar já não existem", declarou Laurence des Cars, que já havia sido sucedida por Leribault na direção do Musée d'Orsay no final de 2021.
"Estou tranquila e orgulhosa do trabalho desenvolvido", declarou ainda, reconhecendo que esteve "lá para suportar o peso da tempestade".
A pressão tornou-se insuportável para a diretora, que se viu numa situação extremamente difícil devido a uma série de relatórios que destacavam a "subestimação crónica" dos riscos de roubo no Louvre, a obsolescência das medidas de segurança e a priorização de "operações de grande visibilidade e apelo" em detrimento da segurança. As conclusões de um inquérito administrativo apresentado em dezembro, realizado na sequência do roubo de joias a 19 de outubro, apontaram para falhas de segurança significativas.
Laurence des Cars admitiu que só descobriu, após o roubo, a existência de uma auditoria alarmante sobre a vulnerabilidade da Galeria Apollo, que os ladrões invadiram em plena luz do dia para roubar oito joias no valor de 88 milhões de euros.
A mais recente polémica a envolver o Louvre surgiu esta semana, quando um grupo ativista britânico expôs no museu a célebre fotografia de André Mountbatten-Windsor após a sua detenção a semana passada.
Leribault sucede a Laurence des Cars, que apresentou a demissão na terça-feira. O Eliseu aceitou a demissão, considerando que o pedido foi um "ato de responsabilidade", numa altura em que as falhas de segurança no principal museu de França - que resultaram no assalto em novembro e a exposição de uma fotografia de André Mountbatten-Windsor nos últimos dias - têm colocado em causa a credibilidade da instituição.
The home of the ‘Mona Lisa’ is getting a new boss. Two French officials told The Associated Press that art historian Christophe Leribault, a veteran museum director, is taking over at the Louvre. https://t.co/5BFETzqIam
— The Associated Press (@AP) February 25, 2026
Perante este contexto, a missão de Christophe Leribault será "garantir" e "modernizar" o museu, indicou a fonte à agência francesa.
Laurence des Cars era presidente do Louvre desde 2021. Nos últimos anos, as falhas de segurança colocaram o museu no centro do debate público em França, tendo provocado greves dos funcionários da instituição em dezembro e janeiro.
A questão foi objeto de debates no parlamento francês, com Laurence des Cars a ser chamada várias vezes a prestar declarações perante os deputados sobre as condições de segurança do museu.
"Manter o rumo não chega. É preciso também ser capaz de avançar. E as condições para avançar já não existem", declarou Laurence des Cars, que já havia sido sucedida por Leribault na direção do Musée d'Orsay no final de 2021.
"Estou tranquila e orgulhosa do trabalho desenvolvido", declarou ainda, reconhecendo que esteve "lá para suportar o peso da tempestade".
A pressão tornou-se insuportável para a diretora, que se viu numa situação extremamente difícil devido a uma série de relatórios que destacavam a "subestimação crónica" dos riscos de roubo no Louvre, a obsolescência das medidas de segurança e a priorização de "operações de grande visibilidade e apelo" em detrimento da segurança. As conclusões de um inquérito administrativo apresentado em dezembro, realizado na sequência do roubo de joias a 19 de outubro, apontaram para falhas de segurança significativas.
Laurence des Cars admitiu que só descobriu, após o roubo, a existência de uma auditoria alarmante sobre a vulnerabilidade da Galeria Apollo, que os ladrões invadiram em plena luz do dia para roubar oito joias no valor de 88 milhões de euros.
A mais recente polémica a envolver o Louvre surgiu esta semana, quando um grupo ativista britânico expôs no museu a célebre fotografia de André Mountbatten-Windsor após a sua detenção a semana passada.
Para além disso, o museu enfrenta também, desde meados de dezembro, a mais longa greve da sua história. Os funcionários têm realizado greves rotativas que obrigaram o museu a encerrar por quatro vezes, resultando numa perda de receitas de cerca de dois milhões de euros. Os funcionários denunciam as condições de trabalho e a falta de diálogo.
c/agências